
Hotmart, Eduzz e Kiwify Estão com os Dias Contados? A Conta Real de Quem Vende Curso Online
Hotmart, Eduzz e Kiwify Estão com os Dias Contados? A Conta Real de Quem Vende Curso Online
Hotmart, Eduzz e Kiwify Estão com os Dias Contados? A Conta Real de Quem Vende Curso Online
Uma operação de R$ 50 mil por mês entrega mais de R$ 5 mil mensais à Hotmart, o que passa de R$ 190 mil em três anos, e a taxa de 9,9% é cobrada mesmo quando nenhuma venda vem de afiliado. A economia real de migrar não é 9,9% e sim cerca de 6 pontos, porque o processamento continua existindo, e a própria tabela da Eduzz revela o motivo: 4,9% na venda direta contra 8,9% na venda por afiliado mostra que quatro pontos são a rede de afiliados. Elas não vão morrer, vão perder o topo da carteira para quem tem audiência própria, e a resposta certa é híbrida: plataforma própria como base do negócio e marketplace mantido só como canal de aquisição por afiliado.
Uma operação que fatura R$ 50 mil por mês na Hotmart entrega mais de R$ 5 mil todo mês para a plataforma. Em três anos, isso passa de R$ 190 mil. É o valor de um apartamento pago em taxa de intermediação, por um software que hoje pode ser construído em semanas.
A tese de que Hotmart, Eduzz e Kiwify estão com os dias contados está circulando forte, e ela tem um fundo real. Mas está formulada errado, e quem migrar acreditando na versão simplificada vai perder dinheiro. Vou abrir a conta inteira, incluindo a parte que ninguém coloca na planilha.
As taxas de 2026: Hotmart 9,9% + R$ 1,00, Kiwify em torno de 8,99% + R$ 2,49, Monetizze 7,99% + R$ 1,50 e Eduzz com o modelo mais revelador de todos, 4,9% na venda direta e 8,9% na venda por afiliado.
A economia real de sair não é 10%. É algo entre 5 e 6 pontos, porque o processamento de pagamento você continua pagando em qualquer cenário.
A diferença entre 4,9% e 8,9% da Eduzz é a confissão do modelo: cerca de 4 pontos da taxa são a rede de afiliados. Se você traz o próprio cliente, está pagando por um serviço que não consome.
Elas não vão morrer. Vão perder a melhor parte da carteira, que é o produtor maduro com audiência própria, e ficar com quem está começando e com quem depende de afiliado.
O que a IA mudou não foi o custo da taxa, foi o custo de construir. A parte cara nunca foi o software, e é justamente essa parte que a IA não resolve.
A resposta certa quase sempre é híbrida: marketplace como canal de aquisição por afiliado, plataforma própria como base do negócio.
As taxas em 2026, sem maquiagem
Hotmart: 9,9% + R$ 1,00 por venda aprovada acima de R$ 10. Vendas de até R$ 10 são tratadas como microtransação e pagam 20%. Quem usa o player de vídeo nativo soma cerca de R$ 2,49 por venda, caindo para R$ 0,50 nas parcelas seguintes de assinatura. Há plano com mensalidade que reduz o percentual, na casa de 5,99% + R$ 1,00 a partir de R$ 99 por mês.
Kiwify: em torno de 8,99% + R$ 2,49 por venda, com variação relatada conforme plano e volume.
Eduzz: aproximadamente 4,9% + valor fixo na venda feita pelo próprio produtor e 8,9% + valor fixo quando a venda vem de afiliado.
Monetizze: por volta de 7,99% + R$ 1,50.
Percentuais mudam com frequência e podem ser negociados por volume. Confirme na tabela oficial de cada plataforma antes de fazer conta.
A conta de três anos
Vamos usar um cenário concreto: R$ 50 mil por mês de faturamento, ticket médio de R$ 497, cerca de 100 vendas mensais.
Hotmart com player nativo: 9,9% dá R$ 4.950, mais R$ 100 de taxa fixa, mais R$ 249 do player. Total de R$ 5.299 por mês, ou R$ 190.764 em três anos.
Kiwify: cerca de R$ 4.744 por mês, ou R$ 170.784 em três anos.
Eduzz em venda direta: cerca de R$ 2.550 por mês, ou R$ 91.800 em três anos.
Olhando só esses números, a conclusão parece óbvia. Mas ela está incompleta, e é aqui que a maioria dos posts sobre o tema para de pensar.
O que você está comprando com essa taxa
Vou defender o outro lado, porque sem isso a análise não vale nada. Aquele percentual não é aluguel de software. Ele empacota:
Processamento de pagamento. Cartão, Pix, boleto, parcelamento em até 12 vezes. Isso custa entre 3,5% e 5% no crédito em qualquer arranjo do mundo.
Risco de chargeback e antifraude. Infoproduto é categoria de risco alto para adquirente. Na plataforma, o problema é dela. Fora dela, é seu, e chargeback acima de certo índice derruba o seu contrato com o gateway.
Antecipação de recebíveis. Venda parcelada em 12 vezes com dinheiro na conta rápido tem custo financeiro embutido que ninguém enxerga.
Checkout otimizado de verdade. Order bump, upsell pós-compra, recuperação de carrinho e retentativa de cartão recusado. Cada ponto de conversão perdido num checkout caseiro come a economia da taxa inteira.
Rede de afiliados. A Hotmart opera com mais de 100 mil afiliados ativos e cookie de rastreamento de até 90 dias. Isso é distribuição, não tecnologia.
Estabilidade em dia de lançamento. Aguentar um pico de tráfego em abertura de carrinho é problema de engenharia caro.
Área de membros, player e proteção de conteúdo. Inclusive marca d'água e controle de acesso.
Se a sua conta de migração só compara taxa contra mensalidade de servidor, ela está errada por construção. Você não paga só por software, paga por risco terceirizado.
A confissão que está na tabela da Eduzz
Esse é o dado mais revelador do mercado e quase ninguém aponta: a Eduzz cobra cerca de 4,9% quando você traz o cliente e cerca de 8,9% quando o cliente vem de um afiliado.
Faça a subtração. Aproximadamente 4 pontos percentuais da taxa são a rede de afiliados. O resto, na casa de 5%, é checkout, processamento, antifraude, área de membros e operação.
A conclusão prática é dura: se você vende para a sua própria audiência e não usa afiliados, está pagando quase o dobro do custo do serviço que efetivamente consome. E na Hotmart, com 9,9% fixos, você paga a rede de afiliados mesmo quando não vende um único produto por ela.
Por que a tese tem fundo de verdade
Quatro coisas mudaram de fato, e todas jogam a favor da plataforma própria:
O custo de construir despencou. Área de membros com autenticação, player, controle de acesso, checkout integrado, painel de aluno e emissão de nota eram meses de trabalho. Hoje são semanas, e a diferença é assistência de IA na construção. A barreira técnica caiu de forma real.
Os gateways ficaram bons. API decente, Pix liquidando rápido, antifraude como serviço e negociação direta de taxa por volume. Você deixou de precisar de um intermediário para acessar meio de pagamento.
A marca deixou de ser detalhe. Nas plataformas, o checkout roda em domínio delas, o aluno assiste no aplicativo delas e o marketplace continua visível. Você está construindo audiência dentro da vitrine de outra empresa.
O dado do comprador é o ativo, e ele fica lá. A plataforma intermedia a venda e não detém direito sobre o seu conteúdo, mas controla os dados dentro do ecossistema. Quem tem lista própria negocia de outra posição.
Por que elas não vão morrer
Agora a parte que contraria o título que está viralizando.
A rede de afiliados não se replica. Você pode construir um checkout melhor que o da Hotmart em três meses. Você não constrói 100 mil afiliados ativos em três anos.
Risco zero para quem começa. Não existe mensalidade, você só paga quando vende. Para quem ainda está validando produto, isso é imbatível e nenhuma plataforma própria compete nesse terreno.
Responsabilidade fiscal e de chargeback terceirizada. A plataforma intermedia a venda e absorve boa parte da complexidade. Quando você sai, essa complexidade volta inteira para o seu colo.
Descoberta. Quem não tem audiência precisa de um lugar onde afiliados encontrem o produto. Fora do marketplace, produto sem tráfego é produto sem venda.
Então a formulação honesta da tese não é "estão com os dias contados". É: elas estão perdendo o topo da carteira, o produtor maduro com audiência própria e volume alto, e ficando com a base, que dá mais trabalho e paga menos. Isso não mata a empresa, mas muda o negócio dela, e explica por que todas estão correndo para lançar plano com mensalidade e taxa reduzida.
O ponto de virada, com número honesto
Aqui está a conta que importa, no mesmo cenário de R$ 50 mil por mês:
Custo na Hotmart: cerca de R$ 5.299 por mês.
Custo com plataforma própria: gateway com mix de 70% cartão e 30% Pix fica em torno de 3,1% efetivos, ou aproximadamente R$ 1.550, mais infraestrutura entre R$ 200 e R$ 400 por mês.
Economia mensal: algo próximo de R$ 3.450, ou R$ 124 mil em três anos.
Repare que eu já descontei o processamento. A economia real é de cerca de 6 pontos percentuais, não de 9,9%. Quem te vender a migração usando o número cheio está inflando o benefício.
Contra essa economia, coloque três custos que existem de verdade: o investimento de construção, a manutenção contínua e o tempo que você vai gastar operando o que a plataforma operava por você. Faça isso e você terá o ponto de virada do seu caso, que costuma aparecer em algum lugar entre R$ 20 mil e R$ 40 mil de faturamento mensal, dependendo de quanto da sua venda vem de afiliado.
Regra rápida de decisão
Mais de 50% das vendas vindas de afiliados? Fique. A rede vale o que ela cobra.
Menos de R$ 20 mil por mês? Fique. Sua energia rende mais em produto e audiência do que em infraestrutura.
Tráfego próprio, acima de R$ 30 mil por mês e marca importando? Comece a planejar a saída. A conta já virou.
Acima de R$ 100 mil por mês com audiência própria? Você está financiando uma plataforma que não te traz cliente.
O que você precisa ter antes de sair
Audiência que você controla. Lista de e-mail, comunidade, canal, tráfego pago com pixel próprio. Sem isso, sair do marketplace é sair do mercado.
Contrato de gateway aprovado. Infoproduto é categoria sensível. Faça a aprovação antes de construir qualquer coisa, não depois.
Processo de suporte. Cobrança não reconhecida, aluno sem acesso, cartão recusado, pedido de reembolso dentro do prazo legal. Isso vira o seu telefone.
Emissão fiscal resolvida. Nota por venda, automática, sem alguém emitindo à mão.
Conteúdo validado. Migrar produto que ainda não vende só troca o lugar onde ele não vende.
Como é uma plataforma própria em 2026
A arquitetura que eu uso nesse tipo de projeto:
Aplicação: Next.js com TypeScript e React, renderização decidida por rota, e PostgreSQL com Prisma. Autenticação com controle de acesso por produto e por turma.
Área de membros: trilha de conteúdo, progresso do aluno, liberação por data ou por conclusão, certificado. E o que quase nenhum marketplace entrega: relatório real de quem está travando em qual aula.
Vídeo: serviço de streaming com token assinado e marca d'água dinâmica com dados do aluno. É a defesa que existe contra pirataria, e ela é boa.
Checkout: no seu domínio, com a sua marca, cartão e Pix pelo gateway contratado direto, order bump, upsell e retentativa de recusa.
Fiscal e transacional: NFS-e automática por venda e e-mails autenticados com SPF, DKIM e DMARC, porque confirmação de compra em spam gera chamado de suporte.
Automação: orquestração de eventos de compra, acesso, inadimplência e recuperação.
É o mesmo tipo de arquitetura que rodo em produção em projetos de e-commerce, com servidor dedicado, deploy contínuo e checkout com proteção contra cobrança dupla.
O que a IA acelera e o que ela não resolve
Acelera: a construção. Área de membros, painel, integrações e telas saem numa fração do tempo de dois anos atrás. Isso é verdade e é o motor real dessa discussão toda.
Não resolve: aprovação de conta em gateway, índice de chargeback, obrigação fiscal, suporte ao aluno às 22h de domingo, conversão de checkout e a rede de afiliados. A parte cara nunca foi escrever o código. Quem confunde as duas coisas migra e volta em seis meses.
O modelo híbrido, que é o que eu recomendo
Plataforma própria como base. Venda direta para a sua audiência, com a sua marca, no seu domínio, com o seu dado.
Marketplace como canal de aquisição. Mantenha o produto lá exclusivamente para captar afiliado. Você paga a comissão maior apenas sobre a venda que a rede efetivamente trouxe, e isso é justo.
Migração por etapas. Comece pelo produto de menor risco, valide checkout, entrega e suporte, e só depois mova o carro-chefe. Ninguém deve migrar um lançamento inteiro de uma vez.
Os 5 erros de quem migra
Sair sem lista própria. É o erro fatal, e não tem conserto rápido.
Subestimar o checkout. Perder 2 pontos de conversão anula a economia de 6 pontos de taxa. O checkout deles é bom porque foi otimizado com bilhões em volume.
Ignorar chargeback. Índice alto derruba contrato de gateway e deixa você sem meio de pagamento no meio de um lançamento.
Achar que economizou 9,9%. Você economizou cerca de 6, e o resto era processamento que continua existindo.
Construir antes de validar o produto. Plataforma própria multiplica o resultado que existe, não cria resultado que não existe.
A conta que você deve fazer hoje
Abra o extrato da sua plataforma dos últimos 12 meses. Some tudo o que foi retido: percentual, taxa fixa, player, antecipação. Depois separe quanto desse faturamento veio de afiliado e quanto veio de tráfego que você trouxe.
A segunda parte é a que decide. Se a maior fatia veio de você, o número da primeira parte é o preço que você está pagando por uma distribuição que não usou. Multiplique por três e olhe o valor com calma.
Se essa conta apontar para plataforma própria, o caminho que eu recomendo não é contratar desenvolvimento no escuro. É começar por um estudo de viabilidade por R$ 390 em até 7 dias, com escopo, prazo e orçamento fechados, ou por um protótipo navegável do fluxo completo, de venda a área de membros, para você testar antes de investir na implementação. Em qualquer um dos casos, o código é seu mesmo se você não seguir adiante, e o valor investido vira desconto no projeto. Todas as opções ficam em golber.net/proposta.
Para acompanhar essa migração de custo mês a mês sem depender de planilha esquecida, uso o Seu Controle, que é gratuito. E sigo publicando aqui no blog as decisões técnicas e financeiras por trás de cada projeto que entrego, com fonte e número.
Taxas apuradas em agosto de 2026 a partir de fontes públicas. Elas mudam com frequência e podem ser negociadas por volume, então confirme na tabela oficial de cada plataforma antes de decidir.
Perguntas frequentes
Quanto a Hotmart cobra por venda em 2026?
A taxa-base para produtores no Brasil é de 9,9% mais R$ 1,00 por venda aprovada acima de R$ 10. Vendas de até R$ 10 são tratadas como microtransação e pagam 20%. Quem usa o player de vídeo nativo soma cerca de R$ 2,49 por venda. Existe plano com mensalidade que reduz o percentual para a casa de 5,99%.
Vale a pena sair da Hotmart e criar plataforma própria?
Vale quando você tem audiência própria, tráfego que não depende de afiliados e faturamento a partir de algo entre R$ 20 mil e R$ 40 mil por mês. Numa operação de R$ 50 mil mensais, a economia líquida fica em torno de R$ 3.450 por mês, ou cerca de R$ 124 mil em três anos, já descontando gateway e infraestrutura. Não vale se mais da metade das suas vendas vem de afiliados ou se o produto ainda não está validado.
Quanto eu realmente economizo saindo da plataforma?
Cerca de 5 a 6 pontos percentuais, não os 9,9% da tabela. O processamento de pagamento continua existindo em qualquer cenário e custa entre 3,5% e 5% no crédito, além do custo do parcelamento. Quem apresenta a economia pelo número cheio da taxa está inflando o benefício.
A IA torna viável construir minha própria plataforma de cursos?
Ela derrubou drasticamente o custo e o prazo de construção, e é por isso que a discussão ficou séria em 2026. Mas a parte cara nunca foi o código: aprovação em gateway, índice de chargeback, obrigação fiscal, suporte ao aluno, conversão de checkout e rede de afiliados continuam existindo do mesmo jeito, e nenhuma dessas coisas a IA resolve por você.
Hotmart, Kiwify e Eduzz vão acabar?
Não. O que está acontecendo é a perda do topo da carteira, ou seja, do produtor maduro com audiência própria e volume alto. Elas seguem imbatíveis para quem está começando, porque não cobram mensalidade e só ganham se você vender, e para quem depende da rede de afiliados, que é o ativo que não se replica. Por isso todas estão lançando planos com mensalidade e taxa reduzida.
Qual plataforma tem a menor taxa para quem vende por conta própria?Entre as grandes, a Eduzz, com algo em torno de 4,9% mais valor fixo na venda direta do produtor, contra 8,9% quando a venda vem de afiliado. Essa diferença de cerca de 4 pontos é a melhor evidência pública de quanto do preço dessas plataformas corresponde à rede de afiliados e não à tecnologia.
Fontes
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