
Loja virtual entregue no prazo, aceite assinado, garantia cumprida, e o cliente que não quis manutenção continua chamando: rapidinho, o frete parou; como cadastro um funcionário; o cartão está dando erro, é urgente. Nenhuma dessas mensagens é má-fé, e todas são a mesma coisa: um sistema em produção sem ninguém responsável por ele. Escrevi para os dois lados: para o empresário, a lista do que a garantia cobre e do que não cobre, por que software entregue e abandonado apodrece em silêncio, e quanto custa de verdade não ter contrato, incluindo a minha própria tabela de emergência, R$ 1.490 pelas duas primeiras horas, para mostrar que sem contrato a hora custa mais e chega mais tarde por desenho. Para o desenvolvedor, os sete cuidados que evitam a roubada, o roteiro exato de resposta para quando a mensagem chega, os três finais possíveis dessa história, e a parte incômoda: em quase todo caso, a lacuna foi criada antes da entrega, por quem entregou.










