
Minha Stack Solo: Menos Dor de Cabeça
Minha Stack Solo: Menos Dor de Cabeça
Minha Stack Solo: Menos Dor de Cabeça
Chega de perder tempo com infraestrutura complexa: veja como montei uma stack enxuta e poderosa para meus SaaS.
Lembro da semana que passei brigando com um `docker-compose` complexo. Ou das madrugadas perdidas configurando um CI/CD que nunca funcionava direito. Cada minuto gasto com infra era um minuto a menos no produto. Para um desenvolvedor solo, isso é fatal.
Eu precisava de uma stack que me deixasse focado no que importa: resolver problemas de cliente. Algo robusto, escalável, mas simples de manter. Depois de testar muita coisa, cheguei a um trio que virou meu padrão.
A Base da Aplicação: Next.js
Escolhi o Next.js por várias razões. Ele cobre tanto o frontend quanto o backend. Isso reduz a complexidade e a troca de contexto. Não preciso gerenciar dois projetos separados, duas linguagens de build, dois deploys. É tudo ali.
Os React Server Components mudaram o jogo. Eles permitem buscar dados diretamente no servidor. O código fica mais limpo e a performance melhora. Menos JavaScript no cliente significa páginas mais rápidas.
No meu caso, consigo usar a mesma base de código para API, renderização de páginas e até para o admin interno. Isso me economiza facilmente 40% do tempo que eu gastaria com frameworks separados.
O Coração dos Dados: Postgres
Para o banco de dados, a escolha é sempre o Postgres. É um cavalo de batalha. Confiável, completo e open source. Não tem surpresas.
Uso Postgres desde 2010. Já hospedei mais de 1TB de dados em um dos meus projetos. Ele aguenta a porrada. As funcionalidades avançadas, como JSONB e full-text search, são um bônus. Posso evoluir o esquema sem grandes dores de cabeça.
Não fico preso a nenhum provedor de nuvem específico. Posso rodar o Postgres em qualquer lugar: na minha máquina, num VPS, ou em serviços gerenciados. Essa flexibilidade é vital para um negócio solo.
Dados são o oxigênio do seu negócio; escolha um banco que respire com você, não contra você.
Infraestrutura Descomplicada: Coolify
Aqui está o segredo da simplicidade: Coolify. Imagine ter um Heroku ou Vercel auto-hospedado. É isso.
Com o Coolify, eu rodo tudo em um único VPS. Atualmente, uso um servidor de R$ 50/mês. Ele gerencia meus deployments, bancos de dados e serviços como Redis. A interface é intuitiva.
Conecto o Coolify ao meu repositório Git. Cada push para a branch `main` dispara um deploy automático. Ele cuida dos certificados SSL, das variáveis de ambiente, dos backups. Tudo com poucos cliques.
Minha rotina de deploy se resume a:
- Escrever código.
- Testar localmente.
- Dar `git push`.
- Ver a mágica acontecer.
O setup inicial levou uns 15 minutos para subir o Coolify no VPS. Depois disso, adicionar uma aplicação Next.js e um banco Postgres é questão de mais 5 minutos. Ele simplifica muito a vida. É a melhor forma de ter controle total da sua infra sem virar um especialista em DevOps. É um self-hosted PaaS (Platform as a Service).
Onde meu dinheiro vai
Com essa stack, a conta de infraestrutura é absurdamente baixa.
Um VPS simples de R$ 50/mês para o Coolify e todos os serviços.
O domínio, que é um custo fixo anual.
E só.
Eu consigo rodar vários projetos pequenos e médios nesse mesmo servidor. É uma economia brutal comparado a provedores de nuvem que cobram por cada serviço, cada GB de dado, cada requisição. Meu tempo de manutenção também caiu drasticamente. Agora, dedico no máximo 2 horas por mês para checar logs e atualizações.
Essa abordagem me permite focar no desenvolvimento de funcionalidades e no suporte aos clientes. É onde o valor real é gerado.
Se você busca simplificar sua infraestrutura e focar no seu produto, vale a pena experimentar essa combinação. Menos complexidade, mais resultados.
Comenta aqui o que você acha dessa stack. Você usa algo parecido? Quais suas ferramentas favoritas para tocar projetos solo?
Quer mais conteúdo desse?
Receba toda semana o que escrevo sobre stack, IA aplicada e negócios solo. Zero spam, descadastro num clique.