
Restaurante e Lanchonete: Feijão Subiu 44% em 12 Meses. Como Acompanhar os Insumos por Quilo e Ajustar o Cardápio a Tempo
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Restaurante e Lanchonete: Feijão Subiu 44% em 12 Meses. Como Acompanhar os Insumos por Quilo e Ajustar o Cardápio a Tempo
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Restaurante e Lanchonete: Feijão Subiu 44% em 12 Meses. Como Acompanhar os Insumos por Quilo e Ajustar o Cardápio a Tempo
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Feijão +44%, cebola +51% e carnes +9% em 12 meses, enquanto a refeição fora de casa subiu 4,33%. A conta do efeito num prato, o que caiu e dá para usar a favor, e a rotina de compras com preço por quilo que avisa antes do prejuízo.
Em 12 meses, até agosto de 2026, o feijão carioca subiu 44,17%, a cebola 50,89% e as carnes 9,01%, pelo IPCA do IBGE. No mesmo período, o preço da refeição fora de casa subiu 4,33%. Para quem tem restaurante, lanchonete, marmitaria ou padaria, essa diferença tem nome: margem sumindo sem ninguém perceber.
O problema não é a alta em si, é a falta de número. Quem compra insumo toda semana e não acompanha o preço por quilo, compra a compra, descobre o aperto no fim do mês, quando o caixa não fecha. Este post mostra o que subiu e o que caiu, a conta do efeito num prato, e como montar no sistema de listas uma rotina de compra que avisa antes do prejuízo.
Os insumos que mais subiram e os que caíram
A conta do custo de um prato, com exemplo
Por que o cardápio ficou para trás
A rotina semanal de compras com preço por quilo
Quando e quanto reajustar o cardápio
O que subiu e o que caiu
Pelo IPCA de agosto de 2026, os insumos que mais subiram em 12 meses foram cebola (+50,89%), feijão carioca (+44,17%), batata (+27,36%), leite longa vida (+10,59%) e carnes (+9,01%). Do outro lado, café (-16,94%), açúcar (-17,24%), arroz (-8,85%), carne de porco (-7,92%) e ovo (-7,79%) ficaram mais baratos.
Insumo | Variação em 12 meses até agosto de 2026 |
|---|---|
Cebola | +50,89% |
Feijão carioca | +44,17% |
Batata-inglesa | +27,36% |
Leite longa vida | +10,59% |
Carnes | +9,01% |
Pão francês | +4,65% |
Queijo | +3,77% |
Óleo de soja | -0,18% |
Farinha de trigo | -5,32% |
Frango em pedaços | -5,12% |
Ovo de galinha | -7,79% |
Carne de porco | -7,92% |
Arroz | -8,85% |
Café moído | -16,94% |
Açúcar refinado | -17,24% |
Os dados são do IPCA do IBGE, que traz a variação item por item. A tabela é média nacional: o preço que você paga no seu fornecedor pode ter subido mais ou menos. É justamente por isso que o número que manda é o seu, anotado compra a compra.
A lista tem duas leituras. A primeira é o alerta: prato com feijão, cebola, batata e carne bovina ficou bem mais caro de fazer. A segunda é a oportunidade: frango, porco, ovo, arroz e farinha caíram, e um prato do dia bem pensado pode usar essa queda a seu favor.
A conta de um prato
Num prato típico, em que a carne pesa 40% do custo dos insumos e feijão, arroz, cebola e óleo completam a base, as altas de 12 meses fazem o custo subir cerca de 10,9%. Um prato que custava R$ 10 em insumos passa a custar R$ 11,09, mesmo sem mudar nada na receita.
A composição abaixo é um exemplo com números redondos, para enxergar o efeito; o seu prato tem a própria ficha técnica. As variações são as do IBGE:
Parte do custo do prato | Peso no custo | Variação em 12 meses | Efeito no custo total |
|---|---|---|---|
Carne bovina | 40% | +9,01% | +3,60 pontos |
Feijão | 10% | +44,17% | +4,42 pontos |
Arroz | 10% | -8,85% | -0,89 ponto |
Cebola e tempero | 5% | +50,89% | +2,54 pontos |
Óleo | 5% | -0,18% | 0,00 |
Outros, pela inflação geral | 30% | +4,22% | +1,27 ponto |
Total | 100% | +10,94% |
Repare que o feijão, com só 10% do custo, pesou mais que a carne, que tem 40%. É o tipo de coisa que não aparece para quem olha a nota do fornecedor pelo total: o total subiu "um pouco", e o vilão fica escondido numa linha barata.
O insumo que quebra a margem nem sempre é o mais caro. Às vezes é o mais barato, que subiu 44% sem ninguém olhar.
O cardápio ficou para trás
Em 12 meses, o preço da refeição fora de casa subiu 4,33% e o do lanche 7,65%, enquanto o prato do exemplo ficou 10,94% mais caro de fazer. Quem reajustou o cardápio pela média do mercado viu o custo de insumo comer uma fatia maior de cada prato. No exemplo, ela passa de 33,3% para 35,4% do preço.
A conta, com números redondos: o prato era vendido a R$ 30 com R$ 10 de insumos, ou 33,3% do preço. Com um reajuste igual ao da refeição no IPCA, ele vai a R$ 31,30, mas o custo foi a R$ 11,09, ou 35,4%. Dois pontos parecem pouco até você lembrar que aluguel, gás, energia e salários também subiram, e que a folha de janeiro vem com o salário mínimo novo.
O ponto não é reajustar tudo pela alta mais forte. É saber, prato por prato, qual insumo mudou e quanto. Sem isso, o dono corta o que não deve ou reajusta o que não precisava. A lógica de preço que eu defendo para qualquer negócio, de cobrar pelo valor e não só repassar custo, está em preço: seu valor, não seu custo.
A rotina semanal de compras
A rotina que resolve é simples: uma lista fixa com os insumos que você compra toda semana, o preço anotado por quilo ou por litro a cada compra, e a compra finalizada com a nota. Assim, cada item mostra na hora se subiu ou caiu desde a última compra, e o histórico conta a história de 3, 6 ou 12 meses.
No sistema de lista de compras do golber.net, ela fica assim:
Monte a lista de insumos uma vez, separada por categoria: hortifrúti, açougue, mercearia, laticínios, limpeza e embalagens. Nas próximas semanas, é só clonar.
Use o modo a granel para o que é vendido por peso. Você informa o preço por quilo e o peso comprado, e a lista calcula o valor. Para o que vem embalado, informe o tamanho da embalagem, e a lista mostra o preço por quilo, litro ou unidade.
Digite o preço ao comprar. Ao lado de cada item aparece se ele subiu ou baixou em relação à última compra.
Finalize a compra com a nota do fornecedor em foto ou PDF, com a forma de pagamento. O preço de hoje passa a ser o preço anterior da próxima compra.
Olhe o ranking do que mais subiu nas suas compras. São os seus números, do seu fornecedor, e não a média do noticiário.
Lance a compra no financeiro com um clique, com o comprovante anexado, sem digitar de novo.
Cada compra finalizada também gera um PDF, útil para o contador e para conferir com o fornecedor. Se o negócio tem sócio ou equipe, o espaço da corporação separa as compras e o caixa da empresa do seu dinheiro pessoal, com papéis de acesso para quem compra e quem só consulta. Outros usos do mesmo sistema, de obra a insumo de empresa, estão em lista de compras não é só do mercado.
Quando reajustar o cardápio
O cardápio precisa ser revisto quando um insumo importante de um prato sobe o suficiente para mudar a fatia do custo no preço de venda, e não em data fixa. Com a lista em dia, você identifica o prato afetado, recalcula a ficha técnica com os preços reais e decide entre reajustar, trocar o insumo ou mudar a porção.
Três decisões práticas para o fim de ano:
Recalcule primeiro os pratos com feijão, cebola, batata e carne bovina, os insumos que mais subiram.
Use o que caiu a seu favor: frango, porco, ovo, arroz e farinha abrem espaço para um prato do dia com margem melhor.
Reajuste com número, não com medo: mostre para você mesmo o custo novo do prato antes de mexer no preço.
Para chegar ao preço de venda a partir do custo e da margem que você quer, use a calculadora abaixo:
E para saber quantos pratos precisa vender por mês para cobrir as contas fixas, a calculadora de ponto de equilíbrio fecha a conta. O controle do gasto com mercado, do lado de quem compra para a família, está em quanto se gasta no supermercado por mês, e quando vale chamar um contador está em contabilidade para empresa: quando você precisa.
Deixo duas apostas registradas para conferir com o IPCA de dezembro:
| Aposta | Confiança | Verificação | Resultado |
|---|---|---|---|
| A alimentação fora do domicílio fecha 2026 com alta maior que a do IPCA geral. | 70% | 12/01/2027 | Em aberto |
| O feijão carioca termina 2026 com alta acima de 20% em 12 meses no IPCA de dezembro. | 60% | 12/01/2027 | Em aberto |
Perguntas frequentes
Quais alimentos mais subiram em 2026?
Em 12 meses até agosto de 2026, pelo IPCA, os que mais subiram entre os insumos comuns de restaurante foram cebola (+50,89%), feijão carioca (+44,17%), batata (+27,36%), leite longa vida (+10,59%) e carnes (+9,01%). Café, açúcar, arroz, porco e ovo ficaram mais baratos.
Como calcular o custo de um prato?
Monte a ficha técnica: liste cada ingrediente com a quantidade usada e multiplique pelo preço por quilo ou litro que você pagou na última compra. A soma é o custo do prato. O que faz a ficha funcionar é manter o preço por quilo atualizado a cada compra.
De quanto em quanto tempo devo reajustar o cardápio?
Não existe data certa. O melhor momento é quando um insumo importante de um prato sobe o bastante para mudar a fatia do custo no preço de venda. Acompanhar o preço compra a compra mostra isso antes de o caixa sentir.
Como controlar as compras de insumos de um restaurante?
Com uma lista fixa de insumos por categoria, o preço anotado por quilo a cada compra, a nota guardada e a compra lançada no financeiro. No sistema de listas do golber.net, cada item mostra se subiu desde a última compra e o histórico fica guardado.
A lista de compras serve para empresa?
Serve. Ela funciona para compras recorrentes de insumos, com preço por quilo, foto da nota, PDF por compra e lançamento direto no financeiro. Com equipe, o espaço da corporação separa as compras e o caixa da empresa do dinheiro pessoal.
Golber Dóriaquem escreve este blog
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