O que é um QR Code PIX e para que ele serve
Um QR Code PIX é a sua conta transformada em imagem. Em vez de ditar agência, conta e CPF, você mostra um quadradinho: quem vai pagar aponta a câmera do app do banco, vê o seu nome na tela e confirma. O dinheiro cai na hora, inclusive fim de semana e feriado.
O copia e cola, o texto que aparece embaixo do QR Code, é esse mesmo código em forma de letra. Serve para o que a imagem não resolve: mandar por WhatsApp, colar num e-mail, pôr na descrição de um anúncio. Quem recebe cola no campo "PIX copia e cola" do próprio banco e chega na mesma tela de confirmação. São o mesmo dado em duas embalagens, e esta ferramenta gera os dois de uma vez.
Serve para quem vende e precisa receber sem maquininha: autônomo, MEI, loja de bairro, feira, salão, entrega, rifa, vaquinha, aluguel, mensalidade de curso. Também serve para uma cobrança única entre conhecidos, sem ninguém precisar digitar número nenhum.
Como gerar o seu, em quatro passos
- 1Coloque a sua chave PIX. Vale CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou chave aleatória. Se você não sabe qual é a sua, o app do banco mostra em "Minhas chaves", dentro da área do PIX.
- 2Escreva o nome e a cidade. É o que o pagador vê antes de confirmar. Nome errado aqui não impede o pagamento, mas gera desconfiança e cobrança não paga.
- 3Decida se o valor entra ou não. Com valor, o app abre travado naquele número, bom para preço fixo. Sem valor, o mesmo código serve para qualquer quantia.
- 4Copie o código ou baixe o QR Code em PNG. O PNG é imagem de verdade, com fundo branco: pode ir para impressão, cardápio, etiqueta ou story sem borrar.
Não há cadastro, login nem limite de quantos códigos você pode gerar.
O que cada campo faz, e por que existe limite
Os limites abaixo não são escolha nossa: vêm do padrão BR Code do Banco Central, e um código que os ignora simplesmente não abre no app do pagador.
| Campo | Limite | Para que serve |
|---|---|---|
| Chave PIX | obrigatória | quem recebe. Pode ser CPF, CNPJ, e-mail, telefone com +55 ou chave aleatória. A ferramenta reconhece o tipo sozinha e confere o dígito verificador de CPF e de CNPJ antes de gerar. |
| Nome do recebedor | 25 caracteres | o nome que aparece no app de quem vai pagar, na tela de confirmação. É o campo que dá confiança ao pagador, então vale o nome pelo qual você é conhecido, não a razão social completa que não caberia. |
| Cidade | 15 caracteres | a praça do recebedor, exigida pelo padrão. Aparece em alguns aplicativos junto do nome. Cidade com nome longo é cortada, e é assim mesmo: o limite é do padrão, não da ferramenta. |
| Valor | opcional | em branco, o app de quem paga abre com o campo livre e a pessoa digita quanto quer transferir. Preenchido, o valor vem travado e não dá para alterar na hora do pagamento. |
| Identificador (txid) | 25 caracteres | sua referência interna, do tipo PEDIDO123. Vem no extrato e é o que permite saber depois a qual venda aquele PIX se refere. Em branco, entra o valor neutro *** que o padrão reserva para 'sem identificador'. |
| Mensagem | 40 caracteres | descrição livre que alguns aplicativos mostram ao pagador. Nem todo banco exibe, então nunca coloque aí uma informação que só existe ali. |
Uma consequência que costuma assustar: acentos e cedilha são removidos, e "São Paulo" vira "Sao Paulo" no código. É de propósito. O conjunto de caracteres do padrão é restrito, e parte dos aplicativos de banco falha ao ler um código acentuado, sem dizer por quê. Trocar o acento por letra simples é o que faz o código abrir em qualquer banco.
PIX estático e PIX dinâmico: qual é este
Esta ferramenta gera um PIX estático. É o tipo certo para a grande maioria dos usos, e é bom saber o que ele não faz.
Estático (o desta página)
- Não vence: o mesmo código vale para sempre.
- Recebe vários pagamentos, de várias pessoas.
- Valor fixo ou livre, você decide.
- Gerado no navegador, sem contrato com banco.
- Não sabe dizer sozinho quem pagou o quê.
Dinâmico
- Tem vencimento e pode ter juros e multa.
- Um código por cobrança, uso único.
- Avisa o seu sistema quando o pagamento cai.
- Exige conta PJ com API do banco (ou um PSP).
- Concilia sozinho: cada PIX já sabe a qual pedido pertence.
A regra prática: se você olha o extrato e resolve, o estático basta. Se alguém precisa conferir pagamento na mão toda noite, ou se a venda tem que liberar acesso automático quando o dinheiro cai, o que falta já não é um gerador de código, é integração bancária.
Quanto custa receber por PIX
Para pessoa física, receber por PIX é gratuito: o Banco Central proíbe o banco de cobrar tarifa de PF para receber, e essa é a regra que fez o PIX pegar como pegou.
Para CNPJ a história muda: o banco pode cobrar por PIX recebido, e cobra. A tarifa varia de banco para banco, às vezes por faixa de volume, e é negociável em conta com movimento. Ainda assim costuma ficar bem abaixo dos 2% a 4% de uma maquininha de cartão, e o dinheiro entra na hora em vez de em 30 dias. Confirme a sua tarifa no contrato da conta antes de trocar todo o recebimento.
Esta ferramenta em si é gratuita e não fica com nada: ela não intermedia o pagamento, o dinheiro vai direto do pagador para a sua conta.
O que conferir antes de divulgar o código
- Pague um centavo para você mesmo. Gere, escaneie com o seu próprio celular e confira se o nome que aparece é o seu. Um centavo é o teste mais barato que existe e pega chave trocada antes que o cliente pegue.
- Confira a chave caractere a caractere. Um dígito errado em CPF ou CNPJ é barrado aqui pelo dígito verificador, mas e-mail e chave aleatória não têm essa proteção: um e-mail com uma letra a menos pode existir e ser de outra pessoa.
- Em lugar público, cuide do adesivo. O golpe mais comum com QR Code impresso não é digital: é alguém colar outro adesivo por cima do seu. Plastifique, use lugar visível do caixa e olhe o código de vez em quando.
- QR Code não "puxa" dinheiro. Ler um código nunca tira dinheiro sozinho: sempre existe uma tela de confirmação com nome e valor. Se alguém disser que precisa que você escaneie um código para RECEBER um valor, é golpe.
Como funciona por dentro (BR Code e EMV)
O código PIX não é criptografia nem link: é texto legível, montado num formato chamado TLV (tipo, tamanho, valor). Cada pedaço tem um número de campo de dois dígitos, o próprio tamanho e o conteúdo, um atrás do outro. O padrão é o BR Code, a versão brasileira do EMV® QRCPS, publicada pelo Banco Central no Manual de Padrões para Iniciação do PIX.
Na prática, os campos que esta ferramenta escreve são estes: 00 versão do formato, 01 se é reutilizável, 26 o bloco do PIX com o domínio br.gov.bcb.pix e a sua chave, 53 a moeda (986, o real), 54 o valor quando existe, 58 o país, 59 e 60 nome e cidade, e 62 o identificador.
No fim vem o campo 63, um CRC16-CCITT calculado sobre tudo que veio antes. É um dígito verificador do código inteiro: se um único caractere for alterado depois, a conta não fecha e o app do banco recusa o código em vez de mandar dinheiro para o lugar errado. É por isso que não adianta editar o texto do copia e cola na mão para trocar o valor. Gere de novo.
Tudo isso acontece no seu navegador, em JavaScript, sem nenhuma chamada de rede. Dá para conferir: abra a aba Rede do navegador e gere um código. Não existe requisição levando a sua chave para lugar nenhum, porque não existe servidor envolvido. Essa é a diferença mais concreta entre esta página e um gerador que pede cadastro: o que não é enviado não pode vazar.
Onde colocar o código depois de gerar
- WhatsApp: mande o copia e cola como texto. O cliente segura o dedo, copia e cola no banco, sem precisar sair da conversa para tirar print.
- Balcão e vitrine: imprima o PNG em tamanho grande. QR Code pequeno demais em cima do caixa é o motivo número um de o cliente desistir e pedir o número.
- Nota ou orçamento: inclua a imagem junto do total. Cobrança que já vem com a forma de pagar é paga antes.
- Redes e bio: um código sem valor fixo funciona como caixinha permanente para gorjeta, doação ou vaquinha.
Quando um gerador não basta
Esta página resolve o recebimento avulso muito bem, e não resolve controle. Ela não sabe quem pagou, não avisa quando o dinheiro entra, não fecha o mês e não emite nota. Se você está conferindo extrato na mão para saber quem já pagou, o problema virou outro.
É o tipo de coisa que eu construo: um sistema sob medida com cobrança, baixa automática e relatório de quem está devendo. Se você só quer organizar o próprio dinheiro, o Controle já faz isso sem projeto nenhum.