O que esta ferramenta faz
Ela resolve quatro problemas comuns com arquivo de vídeo, e faz isso inteiramente dentro do seu navegador. Nada é enviado para servidor nenhum, o que você pode conferir abrindo a aba Rede do navegador enquanto converte: não existe requisição carregando o seu arquivo.
- Converter formato: troca a embalagem do vídeo entre MP4, WEBM, MKV, MOV. Quando o vídeo lá dentro já é compatível com o destino, isso leva segundos e não custa qualidade nenhuma.
- Comprimir: reduz o peso do arquivo escolhendo entre três equilíbrios de qualidade, para caber em limite de anexo, de formulário ou de upload.
- Extrair MP3: descarta a imagem e guarda só o áudio, útil para aula, entrevista, palestra e reunião gravada.
- Virar GIF: recorta um trecho de até 15 segundos e transforma em imagem animada, com controle de tamanho e de fluidez.
Formatos de vídeo aceitos
Você pode enviar qualquer um destes 13 formatos:
- MP4, o mais comum de todos
- MOV, QuickTime, iPhone e Final Cut
- MKV, Matroska, gravação de OBS e de TV
- WebM, padrão de vídeo da web
- AVI, formato antigo do Windows
- M4V, variante da Apple do MP4
- TS, transporte de TV digital
- MTS, filmadora AVCHD
- M2TS, AVCHD e Blu-ray
- MPG, MPEG-1, de arquivos antigos
- MPEG, MPEG-2, de DVD e TV
- OGV, Ogg, de projetos de software livre
- 3GP, celular antigo
A checagem é feita pela extensão e pelo tipo do arquivo, nessa ordem de tolerância. Isso importa porque o mesmo .mkv chega identificado de três jeitos diferentes dependendo do sistema, e às vezes sem identificação nenhuma quando vem de um pendrive ou da rede. Aceitar pelos dois caminhos evita o pior comportamento possível, que é o arquivo simplesmente não aparecer na lista e ninguém entender por quê.
Na saída, os modos oferecem MP4, WEBM, MKV, MOV para vídeo, MP3 para áudio e GIF para imagem animada. A lista é deliberadamente curta: um conversor online famoso oferece dezenas de formatos como AC3, DTS, DIVX e MJPEG, que praticamente ninguém procura e que exigiriam processamento em servidor.
Qual o tamanho máximo de arquivo
Não existe limite de envio, porque não existe envio. O arquivo nunca sai do seu computador, então não há cota mensal, fila nem plano pago, que é o que obriga os conversores tradicionais a limitar (o plano grátis do Convertio, por exemplo, para em 100 MB por arquivo).
Na prática o teto depende do navegador, e a diferença está em como o arquivo convertido é gravado:
- Chrome e Edge: o resultado é gravado direto na pasta que você escolher, em pedaços. O consumo de memória fica baixo e constante do começo ao fim, e o único limite é o espaço livre em disco. Um vídeo de vários gigabytes passa sem problema.
- Firefox e Safari: ainda não permitem que uma página grave direto no disco, então o arquivo convertido precisa caber inteiro na memória da aba. O teto fica perto de 2 GB, que é o limite de um único bloco de memória no navegador. A ferramenta avisa antes quando a sua conversão chega perto disso.
A leitura do arquivo de entrada não tem esse problema em navegador nenhum: ela é feita por partes, sob demanda. Num teste com um arquivo de 473 MB, a leitura completa dos dados consumiu menos de 90 MB de memória.
Por que a conversão de container é tão rápida
Formatos como MKV, MP4 e MOV são embalagens. Dentro delas fica o vídeo propriamente dito, quase sempre em H.264. Quando o formato de destino aceita o vídeo que já está lá, dá para copiar os dados como estão e reescrever só o índice do arquivo, sem decodificar nem recodificar nada. Isso se chama remux.
O ganho é grande em duas frentes. A qualidade fica idêntica à do original, porque nenhum pixel é recalculado, e o tempo cai para praticamente o de copiar um arquivo: num teste nosso, um MKV de 473 MB virou MP4 em cerca de um segundo. Serviços que recodificam tudo por padrão gastam minutos e ainda entregam um vídeo pior que o de entrada.
Recodificar só é necessário quando o destino não aceita o vídeo de origem, ou quando é você que pediu para mudar alguma coisa, como no modo de comprimir. Aí sim existe processamento pesado e alguma perda, que é justamente o que faz o arquivo ficar menor.
Precisa instalar alguma coisa
Não. Não há programa para instalar, extensão para adicionar nem conta para criar, e isso vale igual no Windows, no macOS, no Linux, no Android e no iPhone. A conversão usa o WebCodecs, a tecnologia de vídeo que os navegadores atuais já trazem embutida, aproveitando a aceleração de hardware do próprio aparelho.
Funciona em versões atuais de Chrome, Edge, Firefox e Safari. No Safari é preciso a versão 16.4 ou superior, que foi quando o WebCodecs chegou. Em navegador antigo demais, a ferramenta avisa logo ao abrir, em vez de deixar você escolher o arquivo e falhar no meio do caminho.
Como o trabalho todo acontece na sua máquina, a aba precisa ficar aberta até terminar. Não existe fila em servidor para retomar depois: fechou a aba, a conversão se perde. Em compensação, também não existe arquivo seu guardado em servidor de terceiro.
Atalhos para o que você precisa
Cada uma destas páginas abre a ferramenta já configurada e explica o caso com mais detalhe:
- Converter MKV para MP4: Troque o container sem reprocessar o vídeo: sai em segundos, com a qualidade intacta.
- Converter MOV para MP4: Tire o vídeo do formato da Apple e deixe ele abrir em qualquer lugar.
- Comprimir vídeo online: Deixe o arquivo leve o bastante para mandar no WhatsApp, no email ou naquele formulário que só aceita 25 MB.
- Converter vídeo para MP3: Fique só com o áudio da aula, da entrevista ou da palestra.
- Converter vídeo em GIF: Recorte um trecho e transforme em GIF, escolhendo tamanho, fluidez e duração.