
Vídeo Falso Feito com IA no Segundo Turno: Como Identificar, o Que o TSE Proíbe Até 25 de Outubro e Como Denunciar no Pardal
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Vídeo Falso Feito com IA no Segundo Turno: Como Identificar, o Que o TSE Proíbe Até 25 de Outubro e Como Denunciar no Pardal
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Vídeo Falso Feito com IA no Segundo Turno: Como Identificar, o Que o TSE Proíbe Até 25 de Outubro e Como Denunciar no Pardal
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No segundo turno de 25 de outubro, o vídeo falso feito com IA vai circular nos grupos. O que o TSE proíbe, a janela de 72 horas antes da votação, como identificar e checar um vídeo suspeito e o passo a passo para denunciar no Pardal.
No segundo turno, em 25 de outubro, o vídeo falso feito com inteligência artificial deve circular muito, principalmente nos grupos de WhatsApp. Para não cair nem espalhar, o caminho tem três passos: desconfiar do vídeo que chega com pressa e raiva, conferir em fonte independente e denunciar no Pardal, o aplicativo do TSE.
Abaixo estão as regras do TSE sobre IA nesta eleição, inclusive a janela de três dias antes da votação em que conteúdo novo com IA de candidato é proibido, os sinais de um vídeo fabricado, as ferramentas para checar e o passo a passo para denunciar. Sem lado: a regra vale para todos os candidatos.
O que o TSE proíbe e o que exige sobre IA
A janela de 72 horas antes da votação
Como identificar e checar um vídeo suspeito
Como denunciar no Pardal
O que o TSE proíbe sobre IA
Deepfake para favorecer ou prejudicar candidato é proibido durante toda a campanha, mesmo com autorização da pessoa retratada. Qualquer outro conteúdo feito ou alterado por IA precisa avisar isso de forma clara. E, nos três dias antes da votação, conteúdo novo com IA usando imagem ou voz de candidato não pode ser publicado.
As regras foram aprovadas pelo TSE em 2 de março de 2026, com relatoria do ministro Nunes Marques. Os pontos principais:
Deepfake proibido: áudio ou vídeo sintético que cria, troca ou altera a imagem ou a voz de alguém, vivo, morto ou inventado, para favorecer ou prejudicar candidatura.
Rótulo obrigatório: conteúdo permitido feito ou alterado por IA precisa dizer isso de forma explícita, destacada e acessível, inclusive em material impresso.
Fato falso: conteúdo fabricado com fatos notoriamente falsos, capaz de afetar o equilíbrio da eleição, também é irregular.
Plataformas: o TSE firmou acordo com redes sociais e empresas de IA contra desinformação e deepfake.
Essas regras já estão sendo aplicadas. Neste mês, o TSE mandou remover um vídeo feito com IA na campanha presidencial, e o ministro André Mendonça afirmou que o uso indevido da IA torna a propaganda ilícita.
A janela de 72 horas antes da votação
Nas 72 horas antes da votação e nas 24 horas depois do fim, é proibido publicar, republicar ou impulsionar conteúdo novo criado ou alterado por IA com imagem, voz ou manifestação de candidato. Com o segundo turno no domingo, 25, a janela começa na quinta-feira, 22 de outubro.
Na prática, isso quer dizer que um vídeo de candidato feito com IA e publicado a partir de quinta deve ser tratado com desconfiança dobrada: além de poder ser falso, ele está fora da regra. Vale para propaganda paga e também para publicação gratuita.
O vídeo que chega no grupo dois dias antes da eleição, com pressa e indignação, é exatamente o que a regra tentou impedir.
Como identificar um vídeo falso
Nenhum sinal sozinho prova nada, mas alguns juntos acendem o alerta: a boca que não acompanha a fala, a voz sem respiração, o fundo que treme, mãos estranhas, a ausência de qualquer veículo sério repercutindo. E o principal: a urgência para você compartilhar antes de pensar.
Pare antes de repassar: se o vídeo provoca raiva ou medo e pede para compartilhar, espere.
Procure a origem: quem publicou primeiro? Se só aparece em grupos e perfis sem nome, desconfie.
Veja se a imprensa e as agências de checagem, como Lupa, Aos Fatos e Comprova, já falaram dele.
Use a busca reversa de imagem num quadro do vídeo para achar a gravação original. Se o vídeo é longo, passe a fala para texto no vídeo para texto, grátis e sem enviar o arquivo, e pesquise as frases exatas.
Olhe os sinais técnicos: boca, olhos, mãos, sombras e voz. O guia de como identificar conteúdo gerado por IA mostra o que observar.
Para uma checagem técnica, o SynthID Detector, do Google, verifica de graça se um vídeo, imagem ou áudio tem a marca d'água invisível das IAs do Google, da OpenAI e de outros parceiros, com cerca de 10 verificações por dia. Mas atenção: ele só acha a marca de quem usa o SynthID. Se não achar nada, isso não prova que o vídeo é verdadeiro.
Como denunciar no Pardal
O Pardal é o aplicativo do TSE para denunciar propaganda eleitoral irregular, inclusive na internet, e continua funcionando no segundo turno. Você entra com a conta gov.br ou com o e-Título, anexa o vídeo, a foto ou o link, e recebe um número de protocolo para acompanhar.
Baixe o Pardal na loja de aplicativos do celular.
Entre com a conta gov.br ou com o e-Título.
Descreva o que viu, onde e quando, e anexe o arquivo ou o link da publicação.
Guarde o número de protocolo para acompanhar a denúncia.
No primeiro turno, a Justiça Eleitoral recebeu mais de 67,1 mil denúncias pelo aplicativo, segundo o TSE. A sua identidade não é divulgada para quem foi denunciado. Se você ainda não instalou o e-Título, o post da eleição sem franquia explica como.
O golpe que aproveita a eleição
O mesmo tipo de IA que faz vídeo falso de candidato faz a voz clonada de um parente pedindo Pix. Em semana de eleição, com todo mundo no celular, o golpe aproveita a confusão. A defesa é a mesma: desconfiar da urgência e conferir por outro caminho.
Combine uma palavra-senha com a família e, se alguém ligar com a voz de um parente pedindo dinheiro com pressa, pergunte a senha. O roteiro completo está no post do golpe da voz clonada no Pix. E, se você trabalha no domingo da eleição, o post da escala no dia da eleição explica as folgas.
Perguntas frequentes
Deepfake é proibido na eleição de 2026?
Sim. O TSE proíbe deepfake para favorecer ou prejudicar candidatura durante toda a campanha, mesmo que a pessoa retratada autorize. Conteúdo feito com IA que seja permitido precisa avisar isso de forma clara.
Pode publicar vídeo de IA perto da eleição?
Nas 72 horas antes da votação e nas 24 horas depois, é proibido publicar, republicar ou impulsionar conteúdo novo criado ou alterado por IA com imagem, voz ou manifestação de candidato. No segundo turno de 25 de outubro, isso começa na quinta, 22.
Como denunciar vídeo falso de candidato?
Pelo Pardal, o aplicativo do TSE. Entre com a conta gov.br ou o e-Título, anexe o vídeo ou o link, descreva o caso e guarde o protocolo para acompanhar.
Como saber se um vídeo foi feito com IA?
Observe boca, voz, mãos e fundo, procure a origem do vídeo e veja se agências de checagem já falaram dele. O SynthID Detector, do Google, acha a marca d'água de algumas IAs, mas não encontrar a marca não prova que o vídeo é real.
Compartilhar vídeo falso dá problema?
Pode dar. Quem espalha desinformação eleitoral pode responder perante a Justiça Eleitoral, e as plataformas removem o conteúdo. Na dúvida, não compartilhe.
O Pardal funciona no segundo turno?
Sim. O aplicativo está disponível desde 16 de agosto de 2026 e segue ativo no segundo turno, com denúncias de propaganda irregular feitas pelo celular.
Golber Dóriaquem escreve este blog
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