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Carrinho de supermercado com tomates e batatas mais baratos ao lado de carnes e leite mais caros, ilustrando a flutuação de preços.
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A Comida Ficou Mais Barata 3 Meses Seguidos: Vai Durar Até o Natal? O Que Caiu, o Que Subiu e Minhas Apostas

Equipe Golber.
7 min de leitura
Atualizado em
Dinheiro

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A Comida Ficou Mais Barata 3 Meses Seguidos: Vai Durar Até o Natal? O Que Caiu, o Que Subiu e Minhas Apostas

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Carrinho de supermercado com tomates e batatas mais baratos ao lado de carnes e leite mais caros, ilustrando a flutuação de preços.

O IPCA da comida caiu em junho, julho e agosto, mas a queda está no tomate e na batata. Carnes, leite, feijão, chocolate e bacalhau seguem mais caros que em 2025. Os dados do IBGE item por item, as apostas até o Natal e o que comprar agora.

A comida ficou mais barata três meses seguidos. Pelo IPCA do IBGE, alimentação e bebidas caiu 0,24% em junho, 0,67% em julho e 0,34% em agosto de 2026. Quem vai ao mercado toda semana sentiu no tomate, na batata e no ovo. A pergunta que interessa agora é se isso dura até a ceia de Natal.

A minha resposta curta é não, e os próprios números do IBGE mostram por quê. A queda está concentrada em poucos itens, os mais voláteis do carrinho, enquanto justamente os produtos da ceia seguem mais caros do que um ano atrás. Separei o que caiu, o que subiu, as minhas apostas com data e o que fazer com a sua lista de compras até dezembro.

  • O que caiu de verdade, item por item

  • O que continua mais caro que em 2025

  • Por que a queda não deve chegar ao Natal

  • Minhas apostas, com data para conferir

  • Como aproveitar a janela até dezembro

O que caiu de verdade

A queda da comida em 2026 é, quase toda, de hortaliças e legumes. Em agosto, batata caiu 19,89%, pepino 12,39%, cenoura 11,22%, cebola 11,07% e tomate 10,94%. O grupo de tubérculos, raízes e legumes caiu 12,37% só no mês. Ovo, arroz, café e açúcar também estão mais baratos que há um ano.

Os números estão no IPCA do IBGE, que traz o detalhe por item. A alimentação dentro de casa caiu mais que a média: -0,39% em junho, -1,14% em julho e -0,61% em agosto. Comer fora, ao contrário, continuou subindo todo mês.

Item

Variação em agosto

Variação em 12 meses

Tomate

-10,94%

-10,37%

Ovo de galinha

-4,15%

-7,79%

Arroz

1,34%

-8,85%

Café moído

-1,86%

-16,94%

Açúcar refinado

-0,89%

-17,24%

Frango em pedaços

-0,80%

-5,12%

Batata-inglesa

-19,89%

27,36%

Repare na batata: caiu quase 20% em agosto e ainda está 27% mais cara que um ano atrás. É o retrato do hortifrúti, que sobe e desce muito em pouco tempo, e o motivo de uma queda de três meses dizer pouco sobre o fim do ano.

O que continua mais caro

Enquanto o hortifrúti caiu, a parte mais cara do carrinho subiu. Em 12 meses até agosto, carnes subiram 9,01%, leite longa vida 10,59%, feijão carioca 44,17%, chocolate 12,45% e bacalhau 12,46%. São justamente os itens que pesam no churrasco de fim de ano e na ceia de Natal.

Item

Variação em agosto

Variação em 12 meses

Carnes

0,61%

9,01%

Leite longa vida

1,78%

10,59%

Feijão carioca

-4,82%

44,17%

Chocolate em barra e bombom

0,77%

12,45%

Bacalhau

-2,13%

12,46%

Cerveja

0,83%

5,46%

Pão francês

0,40%

4,65%

A inflação geral em 12 meses está em 4,22%. Boa parte do que vai à mesa de dezembro está acima disso.

O preço que caiu foi o do tomate. O da ceia continua subindo, só que devagar o bastante para ninguém notar até dezembro.

Por que a queda não dura

Três sinais apontam para a comida voltar a subir até o Natal: o hortifrúti é sazonal e pode encarecer com as chuvas da primavera, a demanda de fim de ano pressiona carnes e itens da ceia, e o próprio mercado financeiro projeta inflação mais alta nos últimos meses. O Boletim Focus de 18 de setembro espera 4,92% de IPCA em 2026.

Essa projeção só fecha se a inflação voltar a algo como 0,44% ao mês até dezembro, porque o IPCA acumulado de janeiro a agosto está em 3,11%. É uma virada grande depois de um agosto com deflação, e a comida é a candidata natural a puxar essa virada. O efeito vai além do mercado: é a inflação desses meses que define o salário mínimo de 2027 e pesa na decisão da Selic em novembro.

O contraponto honesto: safra boa e câmbio estável podem segurar os preços por mais tempo, e eu posso errar o mês da virada. Por isso as apostas abaixo têm confiança diferente.

Minhas apostas até o Natal

As apostas ficam registradas com a data em que o IBGE divulga cada índice. A mais provável, pela sazonalidade de todo fim de ano, é a alta da comida em dezembro. A mais arriscada é a volta já em outubro, porque depende do clima nas próximas semanas.

ApostaConfiançaVerificaçãoResultado
A alimentação no domicílio volta a subir (variação positiva) no IPCA de outubro de 2026.60%11/11/2026Em aberto
Alimentação e bebidas tem alta no IPCA de dezembro de 2026.80%12/01/2027Em aberto
As carnes fecham 2026 com alta em 12 meses maior que a do IPCA geral.70%12/01/2027Em aberto

Se as apostas se confirmarem, a janela para comprar o que não estraga com preço melhor é agora, entre setembro e outubro. Se eu errar, o pior que acontece é você ter feito uma lista com antecedência.

Aproveite a janela até dezembro

A forma prática de aproveitar a queda é comprar agora o que dura e acompanhar o preço do que vai subir. Arroz, café, açúcar e enlatados aguentam até dezembro. Para carnes, bacalhau e chocolate, o que ajuda é saber o preço de hoje, para reconhecer promoção de verdade quando ela aparecer.

  1. Registre o preço por quilo ou por litro, não o preço da embalagem. Pacote menor com preço menor muitas vezes é mais caro por quilo.

  2. Guarde o histórico de cada produto nas próximas idas ao mercado. Em dezembro, é ele que mostra se a "oferta de Natal" é oferta.

  3. Compre agora o que não estraga e que está mais barato que em 2025: arroz, café e açúcar.

  4. Defina o teto da ceia antes de ir ao mercado, e acompanhe quanto já foi gasto.

É para isso que serve a lista de compras do golber.net: ela registra o preço por quilo e por litro, guarda o histórico de cada produto, mostra o que subiu entre uma compra e outra e guarda o comprovante. É grátis para começar. Quanto a média das famílias gasta por mês e onde cortar está em quanto gasto no supermercado por mês, e o método para montar a lista uma vez e reaproveitar está em como organizar para sempre sua lista de compras.

A lista também serve para a compra da casa inteira, não só do mercado, como mostrei em lista de compras não é só do mercado. E, se o gasto com comida é a parte do orçamento que foge do controle, o Seu Controle junta finanças e lista de compras numa conta só. Em novembro eu confiro a primeira aposta aqui.

Perguntas frequentes

Os alimentos estão ficando mais baratos em 2026?

Em parte. O IPCA de alimentação e bebidas caiu em junho, julho e agosto de 2026, puxado por hortaliças, legumes, ovo, arroz, café e açúcar. Já carnes, leite, feijão, chocolate e bacalhau seguem mais caros que há um ano.

Por que o tomate e a batata ficaram mais baratos?

Hortaliças e legumes têm preço muito sazonal, que varia com a safra e o clima. Em agosto de 2026, o tomate caiu 10,94% e a batata 19,89% no mês, mas a batata ainda estava 27,36% mais cara que um ano antes.

A ceia de Natal de 2026 vai ser mais cara?

Tudo indica que sim. Em 12 meses até agosto, carnes subiram 9,01%, chocolate 12,45% e bacalhau 12,46%, acima da inflação geral de 4,22%. E a comida costuma subir no fim do ano, com a demanda maior.

Vale a pena comprar alimentos com antecedência para o Natal?

Vale para o que não estraga e está mais barato que no ano passado, como arroz, café e açúcar. Para carnes e itens da ceia, o melhor é acompanhar o preço por quilo desde já, para reconhecer uma promoção de verdade em dezembro.

O que é o IPCA de alimentação e bebidas?

É a parte do índice oficial de inflação do IBGE que mede os preços da comida e da bebida, dentro e fora de casa. Ela é divulgada todo mês, com o detalhe por item, e é a que mais pesa no orçamento das famílias de renda mais baixa.

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Golber Dóriaquem escreve este blog

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